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Carbúnculo Sintomático é uma doença enfizematosa de evolução aguda, mas não contagiosa, que ataca, geralmente, os bovinos jovens e em determinadas ocasiões, os ovinos, caprinos e bubalinos. È caracterizada pela formação metastática de edemas gasosos Nas grandes massas musculares que crepitam à pressão.


SINONIMIA

É conhecida também como MANQUEIRA e MAL DO ANO.

AGENTE ETIOLÓGICO

A doença é causada por um bacilo de 0,6 a 1,0 X 2,0 a 8,0 nanômetros de comprimento, móvel e sem cápsula, denominado CLOSTRIDIUM CHAUVOEI.

ESPÉCIES SUSCETÍVEIS

Ocorre normalmente em animais da espécie bovina e ovina e é observado ocasionalmente em caprinos e bubalinos.

MODO DE CONTÁGIO

A infecção natural dos bovinos adultos é produzida ao ingerir alimentos ou água contaminados com esporos do carbúnculo, o que acontece especialmente nos pastos através das pastagens. O contágio imediato do carbúnculo sintomático de um animal a outro não ocorre nos bovinos. No ovino como conseqüência da proliferação do agente no meio ambiente, por exemplo, em infecção puerperais, são mais freqüentes os casos de doenças. A grande tenacidade dos esporos no meio circundante é requisito prévio para apresentação da doença ao longo do ano nas zonas afetadas.

SINTOMAS CLÍNICOS

Após um prazo de incubação de 1 a 3 dias, é iniciada a doença no animal com mal estar de súbito aparecimento. A temperatura sobe, geralmente, 41 a 43º C. Os animais mancam e logo aparece edema carbunculoso em várias regiões do corpo, nunca em regiões além das articulações do tarso e carpo. No principio é quente e doloroso e, mais tarde, frio e sensível no centro do edema.

A pele dessa zona está ressecada, azul escura ou negra, com textura de pergaminho e dura. Ao comprimir ou palpar a lesão é notado um ruído crepitante. Os gânglios linfáticos regionais apresentam-se volumosos e duros, agregando-se a isso manifestações gerais de dificuldade respiratória, taquicardia, acesso de cólica, diminuição da temperatura corporal, ocorrendo a morte do animal entre 12 a 60 horas.

DIAGNÓSTICO

É emitido com base nos dados epidemiológicos do quadro clinico, do resultado da necropsia, da descoberta e identificação do agente, e sua diferenciação, após exame laboratorial.

MATERIAL PARA EXAME

À oportunidade da realização da necropsia serão coletados tecidos lesionados (fígado, intestino, baço, rim ) e tecido conjuntivo subcutâneo.

TRATAMENTO

Devido à evolução violenta da doença, são escassas as possibilidades de êxito no tratamento. Ao aparecerem os primeiros sintomas, devem ser aplicadas, via parenteral, grandes doses de penicilina ou antibióticos de amplo espectro. O soro hiperimune não dá bons resultados em tais ocasiões.

PROFILAXIA

Realizar a vacinação dos animais jovens anualmente, obedecendo-se as recomendações dos fabricantes das diversas marcas de vacinas encontradas no mercado.