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Embrapa busca parceiros para produção de bacon ovino

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pecuária Sul está em busca de empresas e associações/cooperativas interessadas em atuar como parceiros na tecnologia para produção de bacon de carne ovina.

Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Gustavo Martins da Silva, o objetivo da ação é estabelecer uma parceria para a finalização do projeto, que se encontra em etapa experimental e é controlado por uma equipe de pesquisadores da área de ciência e tecnologia de carnes, no âmbito do projeto “Aproveitamento Integral da Carne Ovina (Aprovinos)”.

O bacon ovino é um derivado cárneo curado e defumado feito a partir de um corte específico da barriga de ovinos mais velhos. Os dois tipos de produtos desenvolvidos pela Embrapa passaram por testes de aceitabilidade com consumidores e receberam notas acima de 7, o que demonstra que houve aceitação.

“O processo tecnológico empregado transforma a carne ovina em um produto com sabor diferenciado, oferecendo novas opções de derivados cárneos ao consumidor e uma experiência sensorial única”, destaca Citieli Giongo, uma das analistas responsáveis pela pesquisa.

Além do bacon, o projeto Aprovinos desenvolveu outros alimentos à base de carne ovina. Dentre eles, copa, presunto (já em fase de industrialização), mortadela, patê, hambúrguer, linguiça, sarapatel, buchada e pertences de feijoada.

Todos os produtos são feitos com categorias animais de pouco valor comercial, como é o caso de animais mais velhos ou de descarte, porém, com qualidade nutricional elevada.

A inspiração para o desenvolvimento dessas tecnologias veio dos derivados de carne suína, conhecidos e apreciados pelo consumidor. Para chegar a esses produtos, foram dez anos de pesquisas sobre os processos de salga, cura, defumação e maturação.

A expectativa é de que, com a iniciativa, seja possível promover novas alternativas de produtos à indústria, ao comércio e aos consumidores finais e fortalecer a cadeia da carne ovina, proporcionando, assim, mais uma alternativa de mercado aos produtores.

Fonte: Revista Globo Rural