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Futuros do boi gordo caem forte na B3 nesta 4ª com possível caso de doença da vaca louca atípica

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Os futuros do boi gordo despencam na B3 nesta quarta-feira (1) diante da possibilidade de um caso diagnosticado de Vaca Louca Atípica. Perto de 12h30 (horário de Brasília), as cotações cediam mais de 3%, como o outubro, inclusive, já perdendo o patamar dos R$ 300,00 por arroba e sendo cotado a R$ 298,80. No dezembro, a baixa era de 5,13% para R$ 303,55. 

Segundo informações divulgadas pela Agrinvest Commodities, “a doença da vaca louca atípica ocorre por uma mutação do sistema nervoso central do animal e pode ser um caso isolado dentro do rebanho, sem maiores impactos para o restante dos animais”. 

Ainda assim, os frigoríficos hoje se mostram fora das compras e o impacto sobre as cotações é bastante severo. 

A equipe do Notícias Agrícolas já entrou em contato com o MAPA –  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para obter mais informações sobre o caso, mas ainda não obteve retorno. 

“Está tudo muito especulado ainda. É preciso haver um posicionamento do MAPA o quanto antes, mas o estrago no mercado futuro já foi feito”, explica o analista de mercado Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. Além do MAPA, o caso – que se especula que teria ocorrido em Minas Gerais – não foi também confirmado por qualquer outra instituição do setor pecuário por enquanto. 

A preocupação maior do mercado agora é com a China. Ainda segundo Iglesias, uma vez que a nação asiática conta com um mecanismo que suspende preventivamente as importações do país no momento da detecção e confirmação de um caso de vaca louca. “E há dois anos e meio a China é nosso principal comprador”, diz. 

O analista acredita que ainda hoje o mercado deverá trazer um posicionamento, uma nota técnica, informações que esclareçam o ocorrido. Todavia, explica também que o ambiente de mercado não é, ao menos por agora, suficiente para promover uma recuperação dos preços. 

“O mercado vinha já pressionado pelas escalas de abate mais confortáveis – e por isso os frigoríficos estão fora das compras também – mas hoje este é o fator principal da queda tão forte. O contrato outubro chegou a acionar limite de baixa. 

Por: Carla Mendes e Andressa Simão

Fonte: Notícias Agrícolas