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Aftosa GO: suspensão da vacinação abrirá mercados para carne, diz secretário

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Primeira etapa da imunização contra a febre aftosa segue até 31 de maio, com a meta de atingir 11 milhões de bovinos e bubalinos em Goiás

O Governo de Goiás realizou na quinta-feira (5/5), em Ceres, a abertura oficial da campanha de vacinação contra febre aftosa e raiva.

Até o dia 31 de maio, 11 milhões de animais devem ser imunizados contra aftosa, conforme estabelecido na Portaria nº 192/2022 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), garantindo a sanidade dos rebanhos.

O governador Ronaldo Caiado participou do evento no Instituto Federal Goiano (IF Goiano) – Campus Ceres, ao lado do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, do presidente da Agrodefesa, José Essado Neto, e outras autoridades.

Nesta primeira etapa, a vacina bivalente contra a aftosa, na dosagem de 2 ml, deve ser aplicada em bovinos e bubalinos de zero a 24 meses em todo território goiano.

A próxima fase, que contemplará outras idades, ocorrerá no mês de novembro. Caiado espera que a imunização do penúltimo mês do ano seja a derradeira em Goiás. “Se não fosse a pandemia, já estaríamos livres. Peço que os produtores rurais se conscientizem sobre a importância das vacinas. Temos que cuidar para manter o controle”, salientou o chefe do Executivo Estadual.

A partir do ano que vem, a aplicação de doses contra a aftosa não será mais obrigatória em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Tocantins e Distrito Federal.

Anunciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a suspensão da campanha faz parte do projeto de ampliação de zonas livres da doença sem vacinação no país. O último registrado em Goiás foi no ano de 1995. A meta é que o Brasil se torne totalmente livre do vírus sem imunização até 2026.

Já a vacinação contra raiva continua sendo obrigatória, visto que 121 municípios goianos estão em situação de alto risco para a doença. A meta em 2022 é vacinar cerca de 6 milhões de animais. A ação abrange bovinos, bubalinos, equinos, muares, asininos, caprinos e ovinos de zero a 12 meses.

O prazo para declarar a vacinação do rebanho nesta primeira etapa começou no último dia 1º de maio e segue até 7 de junho. Os pecuaristas precisam declarar todos os animais existentes nas propriedades, mesmo os não imunizados. O envio dessas informações é essencial para garantir o controle e a segurança da pecuária goiana.

Durante o evento, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, lembrou que muitos compradores externos evitavam a carne goiana justamente por ainda estar submetida à obrigatoriedade da vacina contra febre aftosa. “A suspensão da vacinação vai beneficiar pequenos, médios e grandes pecuaristas porque vai abrir novos mercados para o produto de Goiás”, analisou.

Mendonça destacou ainda que a abertura da campanha em Ceres simboliza o empenho do Governo de Goiás em acelerar o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste do Estado.

Já o presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Essado Neto, elogiou o trabalho da equipe do órgão para manter em alto nível a avaliação de Goiás junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Com apoio do governador, do secretário e de parceiros públicos e privados, conseguimos enquadrar Goiás nos criterios do Mapa e chegar a esta condição de ficar livre da vacinação a partir de 2023”, destacou. Segundo ele, a Agrodefesa cresceu e aprimorou processos nos últimos três anos. “Exportamos tecnologia hoje”, pontuou.

Estiveram ao lado do governador na agenda em Ceres também o vice-prefeito do município, Dino Ayres; a primeira-dama da cidade e secretária municipal de Desenvolvimento Social, Lucelma Florisbelo; o ex-prefeito de Trinade, Jânio Darrot; o diretor-geral substituto do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Hamilton Mendes da Cunha; o deputado estadual Talles Barreto e superintendente federal da agricultura em Goiás, José Eduardo França.

Fonte: Portal DBO

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