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Boi gordo: mercado encerra 2021 com preços da arroba acomodados em alto patamar

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No último dia útil do ano, o boi-China está cotado em até R$ 340/@ nas praças do interior paulista, enquanto os poucos negócios envolvendo o abastecimento do mercado interno giram em R$ 320-35/@, segundo dados das consultorias do setor

Nesta quinta-feira, 30 de dezembro, o volume de novos negócios foi praticamente nulo no mercado brasileiro do boi gordo, mas os preços da arroba continuaram bastante firmes, estacionados em patamares altos, informam as consultorias do setor pecuário.

Segundo dados da Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, o boi gordo segue cotado em R$ 322/@, enquanto a vaca e a novilha prontas para abater são negociadas em R$ 302/@ e R$ 317/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Negócios envolvendo o chamado boi-China (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade) são fechados em R$ 340/@, acrescenta a Scot.

Na avaliação da IHS Markit, três principais fatores explicam os preços firmes da arroba bovina: a enorme escassez de oferta de boiadas gordas, o aumento do consumo doméstico de carne bovina (estimulado pelas festividades de final de ano) e o avanço das exportações da proteína (estimuladas pelo retorno das vendas ao mercado chinês).

No entanto, dizem os analistas da IHS, grande parte das indústrias frigoríficas e dos pecuaristas já se afastaram dos negócios.

“O ambiente sugere um quadro muito mais de estabilidade aos preços, com menor potencial para novas altas, ao menos no curtíssimo prazo”, avaliam os analistas.

A valorização da arroba bovina praticamente possibilitou que as escalas fossem preenchidas até o final da primeira semana de janeiro e isso deve cadenciar a procura por parte das unidades de abate nos próximos dias, reforça a IHS.

“Algumas plantas frigoríficas entraram em período de recesso para manutenção das fábricas, dando férias coletivas, e só devem voltar depois do dia 10 de janeiro”, observa a consultoria.

Breve retrospectiva – Na opinião dos analistas da IHS Markit, o mercado físico do boi gordo encerra o ano demonstrando que o setor enfrenta sérios problemas com a baixa disponibilidade de animais terminados, decorrente do ciclo pecuário, fato esse que permitiu que a arroba operasse ao redor de R$ 300 em boa parte das praças do País.

“Mesmo com o desarranjo gerado pelos dois casos de EEB não transmissíveis (doença conhecida como ‘mal da vaca louca’), o que fez as indústrias brasileiras darem um ‘cavalo de pau’ na produção devido ao cancelamento dos envios ao mercado da China, o tempo de recuperação dos preços da arroba foi muito rápido”, relata a IHS.

O movimento de retenção de matrizes nas fazendas brasileiras foi confirmado pela queda acentuada no abate de fêmeas ao longo do ano, o que ajudou a enxugar ainda mais a oferta de animais terminados.

Essa falta de disponibilidade de boiadas gordas, dizem os analistas, acabou reduzindo a oferta de carcaças aos atacadistas, resultando em elevação dos preços dos cortes bovinos.

No entanto, devido à crise na economia brasileira (avanço da Covid-19, maior taxa de desemprego, elevação da inflação, entre outros fatores), o consumo interno de carne bovina ficou muito abaixo das expectativas iniciais.

“O grande desafio do setor de carne bovina é ganhar competitividade frente as proteínas concorrentes”, observa a IHS.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos encerram o ano estáveis, reflexo da equalização entre oferta e demanda.

Quando se iniciou o primeiro dia útil do ano de 2021 (04 de janeiro), o equivalente carcaça tinha como referência o valor de R$ 268,43/@, informa a IHS.

Apesar das limitações geradas pelo mercado interno, ainda assim, neste dia 30 de dezembro, o valor de referência para o equivalente carcaça está em R$ 304,04/@, o que significa um aumento anual de 13,3%, calcula a consultoria.

Cotações máximas desta quinta-feira, 30 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 335/@ (prazo)
vaca a R$ 312/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 320/@ (à vista)
vaca a R$ 298/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 294/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 308/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 302/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca R$ 305/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 322/@ (prazo)
vaca a R$ 307/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 320/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 327/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 312/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 312/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 289/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)

Fonte: Portal DBO

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