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Fogo pode impactar 1,5 milhão de cabeças de gado na Argentina

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Fumaça já é vista de várias cidades do centro e fronteira gaúcha

A Argentina está em estado de emergência agropecuária devido aos incêndios que atingem o país. Além das florestas também há fortes impactos no gado, conforme o Ministério da Agricultura. Na província de Corrientes, na fronteira com o Brasil, as autoridades locais destacaram que o fogo pode complicar a situação da pecuária. Corrientes é a segunda província pecuária do país, com quase 5 milhões de cabeças de gado, o que representa 10% do gado total da Argentina. A Província conta com “27.000 pecuaristas, dos quais 80% são médios e pequenos.

Segundo o ministro da Agricultura, Julián Domínguez, destacou que esse é um problema nacional para a pecuária do país já que “afetará a oferta de animais, a falta de bezerros e a alteração do processo de produção dos animais de o ciclo 2022-2023”. “Estamos em um cenário que complica ainda mais as 1,5 milhão de cabeças que faltavam no gado argentino”, continuou.

Nesse sentido, ele lembrou as medidas que estão sendo implementadas pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) para que haja um procedimento de vacinação nas regiões atingidas pelo fogo que reduzirá os riscos. Ele também detalhou a linha de financiamento específica para produtores a taxa de 0% por 12 meses subsidiada pelo governo nacional e lembrou que a carteira agrícola nacional fará contribuições não reembolsáveis de 200 milhões de pesos à Província para acelerar a assistência.

O Senasa também ordenou uma série de medidas para dar respostas nas províncias de Corrientes, Misiones, Chaco, Formosa e Entre Ríos que serão aplicadas de acordo com a situação de emergência em cada uma delas. Será avaliada a implementação de novas medidas sanitárias complementares destinadas a facilitar a circulação de animais nas áreas afetadas, conforme necessário, ressaltando que serão realizadas dando garantias sanitárias adequadas para não gerar impacto no estado sanitário alcançado e preservar o bem-estar dos animais.

No Brasil os efeitos são vistos no céu. A fumaça deixa nuvens carregadas e dias nublados desde a fronteira até o centro do Rio Grande do Sul. Em São Borja, cidade vizinha, separada apenas pelo Rio Uruguai, há uma nuvem de fuligem. Os fortes ventos levam a fumaça e impactam no dia a dia, principalmente dos motoristas que atravessam a Ponte Internacional da Integração, que tem uma extensão de mil e quatrocentos metros. O mesmo cenário também é notado em Santa Maria, na região central e em cidades como Uruguaiana e Itaqui.

Bombeiros gaúchos auxiliam no combate às chamas. Com a situação de estiagem o fogo se espalha com facilidade e já dura mais de um mês. Estima-se que 800 mil hectares de pinus já tenham sido queimados, cerca de 10% da área. A madeira ajuda o fogo a se propagar mais rápido.

Fonte: Agro Link

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